Evangelismo em Ação

Companheiros leais são aqueles que “lutam conosco pela causa do evangelho. São esses os homens dos quais, conforme Jesus disse, haveria grande falta – Lucas10:2 E lhes disse: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Portanto, peçam ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para a sua colheita”,. O fruto da conversão genuina (ou seja, das pessoas cujos nomes estão verdadeiramente no Livro da Vida) é a preocupação com os perdidos. quem ama não consegue sentar passivamente e ver as pessoas marchar em direção ao inferno.

CRACOLANDIA – mundo sem dono, cidade sem Deus

Só um pouquinho não faz mal. apenas um gole. Xiiiiii… agora virou crente. Babaca… bobo… vai deixar de curtir? Experimenta….vai. Todo mundo usa…. todo mundo bebe. Vamos curtir adoidado.
São tantas as expressões e talves algumas voce nem conheça ou talves já cansou de ouví-las por ai. O impressionante é o crescimento assombroso de consumo de drogas, anfetaminas, acidos e bebidas. Nossos filhos, maridos e esposas, nossa familia esta sendo cada dia mais destruida, dizimada, e não se consegue ver. A sociedade parece ter uma sensação de impotencia diante de tal situação que parece ser um gigante, um monstro, uma barreira instrasponível. Parada, estagnada, sem ação alguma, deixando a “vida me levar” como se cantam por aí.
Não podemos ficar parados, e por isso saimos a noite para falar para todos que Jesus os ama e tem algo melhor para todos aqueles que Nele crerem.
CRACOLANDIA
Mundo sem dono. Cidade sem Deus. Vidas deixadas para trás pelo homem, mas amadas por Aquele que nos amou primeiro, demonstrando um amor incondicional.
João 3:16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

O mais importante é que estavamos dando atenção a eles…

Noites escuras e ruas frias. Homens, mulheres e crianças fazem um misto de tempo gelado, chão frio, fome, miséria, solidão e esquecimento. Esquecidos pelos familiares, sozinhos num mundo somente deles. Desprezados pelos homens,  por sua condição social e deixados a margem da sociedade e marginalizados a cada dia.
Deitado sobre placas de isopor e recostado em seu travesseiro de caixa de madeira, com uma espécie de fronha feita de papelão, coberto com um cobertor um tanto já velho e rasgado, encostado em uma porta de aço muito grande, escondendo-se do frio cortante das noites geladas da cidade.
Seu nome é Antonio, mais um “Antonio” em meio a tantos por esta cidade imensa -Antonios, Marias, Marcos, Robertas…-. Sem documentos, sem parentes, sem moradia, sem rumo, apenas vivendo… cada dia… cada dia.
Como um passo atrás do outro, procurando um trabalho para receber uns trocados e poder se alimentar. Alimentar um corpo, magro, de estatura aproximada de 1,70m, braços morenos e cansados, semblante de um homem sem expectativa.
Quando nos aproximamos exclamamos em um tom de voz suave, somente para despertar de um sono que pelo local não apresenta ser muito tranqüilo. “Boa noite irmão!”. Olhamos para um homem que sai de debaixo de suas cobertas e tenta assimilar quem são as pessoas que estão a sua volta, e fazendo o que àquela hora da madrugada, com uma garrafa amarela enorme nas mãos e pão com maionese.
Momentos antes eu me indagava e falava com Deus sobre o benefício de estarmos na madrugada, levando pão com maionese e suco de groselha àquelas pessoas.
Quando então o Sr. Antonio se afastou, recolheu seu cobertor, trazendo junto de si, e solicitou que me assentasse ao seu lado. Comentei o quanto estava macio aquelas placas de isopor e Antonio me disse que aquele dia estávamos com sorte, pois nem sempre é assim.
Perguntei se queria um pão e um suco e Antonio prontamente aceitou, e já foi logo comendo e sorvendo o suco rapidamente e solicitando outro (estava com sede).
Conversamos um pouco, e em determinado momento perguntei ao Antonio se não somente ele mas se todos se incomodavam com nossa visita na madrugada atrapalhando o seu sono para trazer pão e suco.
Aquele homem olhou em meus olhos e disse: “o pão e o suco é muito bom, e muitos daqueles que estavam ali talvez não tivessem comido ainda, pois não arranjaram algum trabalho naquele dia, mas, o mais importante é que estavamos dando atenção a eles pois muitas pessoas passam por eles como se um monte de lixo estivesse lá”.
Entendi então o porque de estarmos naquele local…
Noite escura e fria. Homens, mulheres e crianças fazem um misto de tempo gelado, chão frio, fome, miséria, solidão e esquecimento. Esquecidos pelos familiares, sozinhos num mundo somente deles. Desprezados pelos homens, por sua condição social. Deixados a margem da sociedade e marginalizados dia após dia.
JESUS, nunca, jamais, se esqueceu deles.
Mateus 25:35 Pois tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber;…

O Fogo por Missões – Pr. Missionario Daniel Veloso – Projeto Mão Amiga

O impulso missionário que nos aquece em tempos de esfriamento no amor de muitos
Ao Senhor da seara aquele que nos impulsiona e nos aquece a Ele toda honra e louvores eternamente.
A todos aqueles em que arde a chama missionária, os nossos sinceros agradecimentos por vossos rogos e contribuições financeiras, o nosso muito obrigado, e que Deus continue os abençoando.
Exatamente hoje digo, 01/07/2010 as 10h01 quando consultava o meu saldo bancario e vi que era possivel continuar investindo na obra missionária, o Senhor da seara emplacou algo que aqueceu a nossa temperatura missionária, pois ainda na aurora deste dia levantei-me em meio a tantas preocupações ao lembrar-me do dia de ontem quando me vi obrigado a usar a única importancia financeira que possuia em mãos e que era o suficiente para pagar a mensalidade do leite de minha linda netinha, usando-o para pagar o combustivel da lancha, que as 15h22 partiu navegando conduzindo o restante do material (cimento, brita e lage premoldada) para concluir a instalação da caixa d`agua na Ilha da Capivara, onde sera a base da Missão Mão Amiga e palco de um grande evento no dia 07/08/2010 em ações de graças pelo 5º aniversario do barco missionário Mão Amiga. É necessário fazer notório a todos que tal caixa d´agua é objeto de uma doação que esta comunidade (Ilha da Capivara) recebeu a seis anos atras, e só agora com a chegada da Missão Mão Amiga é que será realizado este sonho antigo, que facilitará não somente o desempenho da missão como tambem de toda a comunidade ali existente a decadas, pois a maioria são nativos desta importante ilha do rio São Francisco. Onde a dois anos aconteceu algo macabro e afrontoso ao reino do bem, quando um casal de idosos moradores nesta dita ilha foram surpreendidos por quatro adolescentes que atravessaram o rio em uma canôa no intento maligno de tão somente furtarem uma galinha do quintal deste humilde casal, ao serem flagrados com a galinha nas mãos, foram repreendidos pelo idoso que viu a ação dos jovens que, talves nem imaginavam que aquela “aventura” os levaria a trágicas consequências, pois ao serem pegos no ato, mataram o idoso a pauladas e a idosa ao vir acudir seu esposo, foi morta estrangulada e estuprada, e ambos foram jogados no meio do rio amarrados em um saco com areia. Estamos acompanhando este povo desde o ano de 2006 e só agora com a inauguração da nossa base missionária no dia 07/08/2010, estaremos mais próximos. Quando o crepúsculo se aproxima traz consigo o vento frio, anunciando que a noite vem… … no dia 10/06/2010, no horário próximo as 17h50 nesta ilha, quando estávamos desfrutando do prazer em receber uma caravana procedente da cidade de São José dos Campos/SP, liderada pelo querido pastor Carlos Mattos, que nos visitavam Trazendo roupas, sapatos, brinquedos e cestas básicas. Sua chegada aconteceu no dia seguinte em que nós, eu missionário Daniel Veloso e minha esposa, fomos fazer a “feira” pois, estávamos em falta dos alimentos básicos, porém a quantia do nosso dinheiro foi o suficiente para comprarmos 01 (um) quilo de arroz, dois tomates e uma cebola. O momento de escassez durou pouco. O crepúsculo estava a porta, as 17h50 do dia 10/06/2010, quando um membro de sua equipe desgarrou dos demais e sozinho foi tomar banho nas águas correntes do rio São Francisco, logo de inicio o querido Idelfonso, membro da equipe desprezou o colete salva vidas e em seguida saltou de ponta cabeça, mergulhando nas águas, vindo a sofrer neste momento um grave acidente ao saltar no lado raso do rio, chocando sua cabeça e provocando um trauma na cervical e clavícula, e com a força do impacto perdeu de imediato os seus sentidos vitais. Nesse ínterim, distante dali, orientei a equipe a continuar visitando os moradores da Ilha da Capivara, enquanto iria ao barranco do rio (uma espécie de porto) para descer, navegando sozinho no barco Mão Amiga, até ao porto determinado para juntos partirmos em retorno a cidade de Pedras de Maria da Cruz ao que seria o final da jornada. Para minha surpresa ao chegar ao alto do barranco de cinco metros de altura, avistei o corpo do Idelfonso que boiava e descia sendo levado pela força da correnteza. Neste momento senti que a obra missionária iria ter um grande prejuízo com a morte daquele homem de 31 anos de idade e pesando 80 kilos aproximadamente, e não admitindo a tragédia, em segundos e sem tempo a perder, sozinho, parti em um cenário inusitado para desafiar a morte que se apoderava daquele corpo inerte. Arrastei-o para a margem e deparei-me com o semblante do Idelfonso repleto de hematomas que circundavam seus olhos e lábios com visíveis manchas roxas e inchaço no rosto, este era o momento único para por em prática o que teoricamente aprendi nos cursos de primeiros socorros. Em meio aos meus gritos pedindo socorro, e apitos de emergências, e pedindo socorro ao Senhor da Seara, quando, 10 minutos passaram depois de usar todos os procedimentos como massagem torácica e respiração boca a boca, agora admitindo que meus esforços não foram suficientes para salvar aquela vida, sentindo que os inimigos e perseguidores iriam ter motivos para menosprezarem mais e mais o nosso campo missionário, quando pensei em desistir e concordar com a tragédia (pois estava “sozinho”) foi quando ouvi uma voz que dizia: “Repreende a Morte”. Era a voz do Senhor da seara que me trouxe ânimo para repreender a morte, em nome de JESUS , e o Idelfonso abriu os olhos e ressuscitou, quando enfim, chegaram o pastor e sua equipe, em seguida conduzimos o Idelfonso para a cidade mais próxima onde o médico constatou o milagre, juntos glorificamos o nome do Senhor.
 AOS AMADOS COMPANHEIROS DA OBRA MISSIONÁRIA NO NORTE DE MINAS GERAIS DEUS OS ABENÇOE !!!
Pastor Missionário DANIEL VELOSO.