Meninas são forçadas a trocar de sexo

O governo do Estado indiano de Madhya Pradesh está investigando denúncias de que mais de 300 meninas foram cirurgicamente transformadas em meninos em uma cidade de Indore. Os pais teriam pagado o equivalente a R$ 5 mil para que fosse realizada essa operação plástica. Mulheres e ativistas dos direitos da criança denunciaram a prática como algo que “escarnece das mulheres na Índia”. O desejo dos pais em transformar suas filhas em filhos é a esperança de melhorar as perspectivas da família pelo casamento. Ranjana Kumari, do Centro de Pesquisas Sociais e uma das líderes ativistas contra o feticídio feminino, disse que a transformação cirúrgica de meninas em meninos é um sinal de crescimento da ”loucura social” na Índia. “As pessoas não querem compartilhar suas propriedades ou investir em dotes para as filhas nem pagar para que ela estude. É uma classe média ávida por ter cada vez mais dinheiro.” Há décadas a Índia já pratica o feticídio feminino – abortos seletivo de sexo – por famílias que temem os custos do casamento e os dotes que precisam pagar. Estima-se que existam no país sete milhões a mais de meninos que meninas com idade inferior a seis anos. Agora os ativistas dizem que a opção pela cirurgia significava que as meninas não estão mais seguras, mesmo depois do nascimento. O doutor VP Goswami, presidente da Academia Indiana de Pediatria, em Indore, considera o procedimento absurdo. “A genitoplastia é possível em um bebê normal, que nasce com ambos os sexos. Porém, mais tarde esses órgãos não vão crescer com a influência hormonal e isso resultará em infertilidade, bem como impotência. É uma notícia chocante e vamos tomar as medidas corretivas “, disse ele. “Os pais precisam considerar o impacto social, além do trauma psicológico de esses procedimentos podem gerar na criança.” Para resolver esse problema, o governo precisa salientando o valor espiritual que uma mulher traz a uma casa na cultura hindu. “Na Índia, dizemos que deus reside na casa onde há uma mulher, mas que saiu dali por causa de tanta cobiça. Precisamos enfatizar a riqueza espiritual que uma menina traz a uma família e também apoiar as famílias mais carentes com subsídio financeiro e empregos”, acrescentou Ranjana Kumari.
Fonte: Pavablog

 

Pastor manda recado a Lana Holder: “De Deus não se zomba”

O pastor Ciro Sanches Zibordi autor dos best-sellers “Erros que os pregadores devem evitar” e “Erros que os adoradores devem evitar”das obras, além de “Mais erros que os pregadores devem evitar”, “Evangelhos que Paulo jamais pregaria”, “Adolescentes S/A”, “Perguntas intrigantes que os jovens costumam fazer” e “Teologia Sistemática Pentecostal”, aproveitou um espaço oferecido pelo jornal Christian Post e comentou sobre “pregadora” Lana Holder e a trajetória de seu ministério. Na mensagem ele deixa um recado: “Que saibam as fundadoras da Comunidade Cidade de Refúgio “De Deus não se zomba”. Leia o texto na íntegra: Há alguns anos, eu ganhei de um gerente de loja evangélica uma fita de vídeo de uma famosa pregadora. O irmão me disse: “Os vídeos dessa irmã estão vendendo muito. Ela prega demais”. Desejoso de ouvir uma mensagem cristocêntrica, acabei me decepcionando… Assustei-me com o que vi logo no primeiro minuto da “pregação” e nem assisti ao vídeo todo. A pregadora (pregadora?) imitava os trejeitos de famosos animadores de auditório e quase punha as entranhas para fora, ao pronunciar o aleluia final. E a sua exposição não tinha começo, meio e fim. Não sabendo aplicar bem a simbologia bíblica, ela atrelou o precioso sangue de Cristo a uma inundação de poder: “Receeeba o rio de sangue”. Gosto muito de ouvir pregadoras que mantêm a feminilidade. Deus fez as mulheres sensíveis, delicadas, detalhistas, singularmente inteligentes e cativantes. Mas, assim como é estranho ver um pregador desmunhecando e rebolando, causa espanto assistir a uma pregadora que emprega gesticulação masculina e possui voz grossa, masculinizada. Sem paciência para assistir ao vídeo, fui avançando, até chegar à parte pior… Depois gritar muito e empregar técnicas de manipulação de plateia do tipo olhe-para-o-seu-irmão-e-diga-isso-e-aquilo, a “pregadora” começou o testemunho que – como todos sabem – era o “carro-chefe” do seu ministério. Com todos os trejeitos mencionados, a “avivalista” chama à frente o seu marido – ao som de muitas glórias a Deus – e diz que Jesus Cristo havia transformado a sua vida por completo, libertando-a da homossexualidade e dando-lhe uma linda família. Alguns anos depois, no entanto, a “pregadora” teve uma recaída… Há pouco tempo, ela resolveu assumir a sua “orientação sexual” e fundar, junto com a sua companheira, a Comunidade Cidade de Refúgio, em São Paulo. Agora, ela, que visitou várias igrejas brasileiras e usou o nome do Senhor – em vão, é evidente – para contar o testemunho de que fora liberta do lesbianismo, está afirmando que o “sistema evangélico” a obrigava ser contrária à sua “orientação sexual”. Ela passou rapidamente da condição de ex-homossexual para a de ex-heterossexual! Antes, uma pecadora arrependida, teve coragem de pedir perdão em público por ter tido uma recaída. Agora, dizendo-se vítima dos próprios evangélicos, funda uma “igreja inclusiva” para ajudar todas as pessoas, inclusive as que sofrem preconceito no meio evangélico… Em resumo, a tal “pregadora” enganou o seu esposo, o povo de Deus e a si mesma. Mas nunca enganará o Espírito Santo! “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7).
Fonte: Christian Post

Juristas afirmam que casamento gay pode ser anulado

O primeiro casamento gay do Brasil, realizado nesta terça-feira em Jacareí (SP), pode ser contestado na Justiça e acabar sendo considerado nulo, segundo afirmaram juristas ouvidos pela BBC Brasil. O casamento ocorreu de acordo com decisão do juiz da 2ª Vara da Família e das Sucessões de Jacareí, Fernando Henrique Pinto, após um parecer favorável do Ministério Público de São Paulo. Os noivos, Luiz André de Rezende Moresi e José Sérgio Santos de Sousa, estão juntos há oito anos e viviam em regime de união estável. A conversão da união estável em casamento ocorreu no Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais de Jacareí. No entendimento do jurista Ives Gandra Martins, o casamento homossexual, nos termos atuais, fere o parágrafo 3º do artigo 226 da Constituição Federal, que, segundo ele, prevê que apenas casais heterossexuais podem se casar. Para Gandra, qualquer pessoa ou entidade – como o Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por exemplo – pode entrar na Justiça com uma ação de inconstitucionalidade e contestar a união. O jurista afirmou que, se o caso for para o Supremo Tribunal Federal (STF), a aprovação do casamento gay é uma possibilidade concreta, de acordo com a tendência de decisões recentes tomadas pelos ministros. Em 5 de maio, o Supremo decidiu, por unanimidade, reconhecer a união estável para casais do mesmo sexo, ao julgar ações ajuizadas pela Procuradoria-Geral da República e pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. “Do ponto de vista constitucional, o STF teria de dizer que não pode (haver casamento gay)”, disse Gandra. “Mas com essa nova visão dos ministros, de agir com um certo ativismo judicial, acredito que isto possa ser aprovado”. Isonomia. Já para o professor de Direito Constitucional da PUC Minas Fernando Horta Tavares, a Constituição, embora se refira a gênero no que diz respeito ao casamento, também defende o princípio de isonomia, que garante que todos são iguais perante a lei. “Esta parece ser a linha mais indicada (para avaliar o casamento gay), mais universalista”, disse o professor. Tavares afirmou que, ao reconhecer a união estável de casais gays, o STF deu um “passo importante” no sentido de conceder isonomia aos homossexuais e abrir espaço para a liberação do casamento entre pessoas do mesmo sexo. No entanto, o jurista e professor de Direito da Faap Álvaro Villaça Azevedo disse que só será possível afirmar que o STF reconheceu a união estável gay quando sair o acórdão da decisão do tribunal, o que ainda não ocorreu. No entendimento do jurista, os ministros do Supremo apenas reconheceram que os casais gays têm, por analogia, os mesmos direitos das pessoas que vivem em união estável. “Uma coisa é aplicar analogicamente as regras da união estável, outra é admitir a união gay como estável”, disse Villaça. Na opinião do jurista, ao dar à união gay a proteção enquanto família, o STF não afronta o artigo 226 da Constituição, que, segundo ele, “não esgota a matéria”. No entanto, Villaça entende como inconstitucional a concessão do status de união estável aos casais homossexuais.
Fonte: BBC

Museu cria máquina que substitui padre em casamento

Agora ficou mais fácil para casar nos Estados Unidos. Por encomenda de um museu de Detroit (EUA) sobre mecânica, a Concept Shed, construiu uma máquina de casamento que substitui o padre. Assim com apenas uma moeda de US$ 1, os noivos podem ir até a máquina que além de celebrar a cerimônia, toca música e fornece as alianças e a certidão de casamento. Tudo rapidinho. A empresa informa que aceita outras encomendas.
Fonte: Jornal gospel

Pastor publica carta pastoral sobre homossexualidade

A presidência da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) emitiu, na sexta-feira, 24, uma Carta Pastoral sobre homoafetividade. O texto reafirma o amor incondicional de Deus, destaca a discriminação sofrida por homossexuais e enfatiza o respeito mútuo pelas posições distintas, de diálogo franco, desarmado e fraternal. Assinado pelo pastor presidente, Nestor Paulo Friedrich, o documento aceita a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconhece a união contínua, pública e duradoura entre pessoas do mesmo sexo como “entidade familiar”, entendida como sinônimo de “família”. Lembra os posicionamentos emitidos em 1999 e 2001, a partir dos quais reafirma que o grau de dificuldade para lidar com o assunto relações homoafetivas ou homossexualidade não diminuiu; que o amor incondicional de Deus pelos humanos é a base essencial para abordar esse tema. Enfatiza que as pessoas de orientação homossexual – por serem discriminadas e estigmatizadas – e seus familiares sofrem muito. Apontou as limitações inerentes à eclesialidade luterana, por não haver um magistério com prerrogativa de estabelecer normas éticas a serem seguidas pelos fiéis. Destaca que pastores e pastoras têm a responsabilidade de orientar as pessoas para o discernimento ético, fortalecendo-as a tomarem, em liberdade e responsabilidade, suas próprias decisões diante de Deus. Às comunidades, recomenda o zelo para evitar uma postura maniqueísta, que distingue o bem e o mal. Observa que há questões em que cristãos devem lidar com a tensão oriunda da dificuldade de dar respostas rápidas, propõe a convivência com o debate difícil, mas sério, aberto, respeitoso, e diz que a separação entre joio e trigo caberá ao Senhor. Entende que o importante é o empenho do Estado para superar a intolerância, o preconceito, a estigmatização de comportamentos e as consequências que provocam violência, sofrimento, perseguição e morte. Insiste que a intolerância é fonte de condenações e que, do ponto de vista do Estado, a decisão do STF quer impedir isso. Assim, espera que o Estado assegure e concretize os direitos fundamentais da liberdade de pensamento, de crença e de manifestação. Que coíba a violência decorrente de posturas extremas, como querer calar a voz dos que buscam o diálogo. Afirma que somente se crescerá e avançará nesse tema, se a opção for por uma postura de respeito mútuo pelas posições distintas, de diálogo franco, desarmado e fraternal, de busca da superação da exclusão e, que proponha uma “opção radical por manifestações e gestos que deem lugar à graça e ao amor de Deus”.
Fonte: ALC

Jovens comentam encontros sexuais pela internet

Os chamados Root Raters, páginas das redes sociais criadas na Austrália e utilizadas para pontuar e comentar um encontro sexual se tornou uma potencial ferramenta de difamação entre adolescentes. A consultora em segurança na web Susan McLean explica que “aparentemente esse fenômeno teve origem na Austrália ou é predominantemente australiano” e foi inspirado nas conversas picantes que circulam no Facebook e em outras redes sociais similares. Os usuários dessas páginas podem dar anonimamente uma pontuação de um a dez a um encontro sexual ou “root” (uma gíria vulgar australiana) e inclusive podem emitir opiniões humilhantes sobre o tamanho dos órgãos genitais e a aparência de certas partes do corpo. Na Austrália, por exemplo, o Root Rater no Twitter convida os usuários a “compartilhar” um encontro “fantástico” identificando a pessoa e sua cidade, além de dar uma pontuação e detalhes do ato mediante o anonimato de quem comenta. “Tamanho decente [do pênis]“, “grande traseiro” e “nota 9 porque não foi suficiente” estão entre os comentários mais moderados feitos nesse tipo de páginas que aparecem e desaparecem rapidamente porque muitas vezes são fechadas pelas próprias redes sociais ou denunciadas às autoridades. Centenas de adolescentes na Austrália visitaram e deixaram seus comentários nessas páginas que surgiram há poucos meses e tendem cada vez mais a se concentrar em uma região geográfica pequena, como uma escola ou um bairro.
Os escândalos em torno dos Root Raters se sucedem na Austrália e preocupam pais, professores e autoridades. Recentemente foi fechado um desses sites nos balneários do norte de Sydney que já contava com 1.200 usuários, entre eles alunos de várias escolas da região, informou o jornal Sydney Morning Herald. Nesse Root Rater há comentários de uma adolescente com “muitos pelos” e de outra “sempre disposta” a fazer sexo, o que motivou a diretoria das escolas a abrir uma investigação sobre o caso. Apesar da crueldade e da vulgaridade dos comentários, quase dois terços do que os adolescentes publicam nos Root Raters é “remotamente verdade”, segundo McLean, que foi a primeira agente da Polícia do Estado australiano de Victoria a se especializar em segurança na internet. Muitos dos jovens não tiveram os encontros sexuais que relatam nas redes, mas divulgam nomes e fotos com o fim de ferir e humilhar as vítimas dos comentários, destaca a especialista. O jornal The Northern Star publicou neste mês o caso de Renee Joslin, uma jovem de 18 anos de idade, que fez uma dura crítica sobre esse tipo de atividade no site Lismore Root Rater e, em dez minutos, já havia comentários sobre seus atributos sexuais. Tanto as autoridades australianas quanto os especialistas advertem que aqueles que fazem comentários nessas redes sociais podem ser acusados de difamação, assédio sexual ou punidos por violar uma lei federal sobre o uso de internet para ameaçar, ofender ou intimidar uma pessoa. Os adolescentes, cada vez mais imersos no uso das novas tecnologias, passam a utilizar esse tipo de página de forma “impulsiva” e “instantânea”, enquanto os adultos consideram que esta atividade pode ser “divertida”, segundo avaliação de McLean.
Fonte: R7